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Ronaldo Bastos

Ronaldo Bastos Ribeiro nasceu no dia 21 de janeiro de 1948, na cidade de Niterói (RJ), filho de Vicente Belo Ribeiro e Mariana Bastos Ribeiro. É um dos maiores compositores de MPB do país, e chegou a trabalhar com nomes de peso da música nacional e internacional: Milton Nascimento, Tom Jobim, Marina Lima, Celso Fonseca, Sandra de Sá, Ed Motta, Ângela Maria, Nouvelle Cuisine, Adriana Calcanhoto, Marina Lima, Titãs, Paralamas do Sucesso, Elis Regina, Flávio Venturini, Maria Bethânia, Cauby Peixoto, Gilberto Gil, Johnny Alf, Simone, Tim Maia, Edu Lobo, Dori e Nana Caymmi, Caetano Veloso, Gal Costa, Ney Matogrosso, Cleberson Horsth, Lulu Santos, Toninho Horta, João Donato Beto Guedes e Sarah Vaughan, entre muitos outros.

O seu parceiro musical mais assíduo foi o cantor Beto Guedes, com quem compôs grandes clássicos como “Amor de índio”, “Lumiar”, “O sal da Terra”, dentre outros. Com Cleberson Horsth, do grupo Roupa Nova, compôs grandes sucessos gravados pelo sexteto carioca como “A Força do Amor e Seguindo no Trem Azul”, entre outras canções, e, com Flávio Henrique, compôs “Olhos de Farol”, canção que deu nome ao disco de Ney Matogrosso lançado em 1999.

Quando criança, sempre sonhou em ser cantor e, durante seus estudos no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, iniciou sua relação com as letras ao escrever com amigos do colégio suas primeiras marchinhas de carnaval.

Na época em que estudava História na Faculdade Nacional de Filosofia do Rio de Janeiro, no final da década de 60, foi apresentado a Milton Nascimento. Com a canção “Três Pontas”, iniciou sua carreira artística e uma parceria de longa-data com Milton, que rendeu clássicos como “Fé Cega, Faca Amolada”, “Nada Será Como Antes” e “Cravo e Canela” – canção registrada por Caetano Veloso no LP “Araçá Azul”, em 1973 –, entre diversas outros. Ainda neste período, abandonou o curso de História e, mais tarde, formou-se em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Integrou o grupo de poesia marginal Nuvem Cigana tendo atuado, com Cafi, em capas de discos de Nana Caymmi, Milton Nascimento e Sueli Costa, entre outros. A partir de 1967, passou a contribuir como letrista, capista e organizador de composições do Clube da Esquina, juntamente com Milton Nascimento, Beto Guedes, Wagner Tiso, Lô Borges e Márcio Borges, entre outros.

Na década de 1980, compôs, com Lulu Santos, a canção “Um Certo Alguém”, dentre vários sucessos deste, e participou da elaboração da trilha sonora da minissérie “O Tempo e o Vento” exibida em 1985.

Em 1989, lançou, pela Som Livre, o LP autoral “Cais”, que incluiu “Fé Cega, Faca Amolada”, “Cais”, “Circo Marimbondo”, “Nada Será Como Antes”, com Milton Nascimento, “O Trem Azul” e “Sonho Real”, ambas com Lô Borges, “Amor de Índio” e “A Página do Relâmpago Elétrico”, com Beto Guedes, “Bons Amigos”, com Toninho Horta, e “Todo Azul do Mar” , com Flávio Venturini. As canções contaram com a interpretação de artistas como Caetano Veloso, Gal Costa, Tom Jobim, Milton Nascimento, Chico Buarque, Alceu Valença, Paralamas do Sucesso, entre outros.

Paralelamente a atividade de letrista, dedicou-se a carreira de produtor musical e, em 1994, criou o selo Dubas Música, responsável pelo lançamento de discos de Toninho Horta, Flávio Venturini, Família Roitman Arranco, Jussara Silveira, Pedro Luís, Boato, Bia Grabois e Affonsinho, entre outros, além de seus discos autorais. Também atuou como produtor musical em discos de Milton Nascimento, Beto Guedes, Nana Caymmi, Lô Borges e João Penca, entre outros.

Ainda na década de 90, lançou, com Celso Fonseca, os CDs “Sorte” (1994) e “Paradiso” (1997), que registraram canções da dupla, interpretadas pelo violonista. O disco “Paradiso” foi apontado como um dos melhores lançamentos do ano. Em 1995, o disco “Cais” foi relançado em CD pela Dubas Música.

Em 2002, a dupla lançou “Juventude / Slow Motion Bossa Nova”; o disco, financiado em parte pelo publicitário Washington Olivetto, contou com sua direção artística, produção e arranjos de Celso Fonseca e arranjos e regência de cordas de Eduardo Souto Neto. A faixa-título deste álbum foi trilha sonora de um comercial de televisão de sandálias estrelando a modelo brasileira Gisele Bundchen.

Em 2007, lançou, novamente em parceria com Celso Fonseca, o CD “Polaroides”, contendo, além de uma seleção de faixas dos três discos anteriores da dupla, uma regravação da canção “Sorte”, em formato voz e violão, a inédita “Meu Tudo pra Mim”, gravada especialmente para o novo disco, a canção “A Noite é Meu Ópio”, originalmente gravada por Nana Caymmi no CD “Alma Serena” (1996), e ainda “My Broken Heart”, retirada do CD “River Gauche Rio”, lançado por Celso Fonseca, todas na voz do parceiro. Em 2011, Celso Fonseca registrou no CD “No meu filme” três parcerias de ambos: “Agora dancei”, “Linda” e “Maio e Junho”.

Em 2012, foi lançada a coletânea “Nuvem Cigana — The Clube da Esquina years”, assinada por Leonel Pereda, contendo composições de sua autoria para o universo do Clube da Esquina lançadas entre 1970 e 1981, à exceção da faixa “Um Gosto de Sol” (com Milton Nascimento), regravada por MoMo especialmente para esse projeto.

Destacou-se, como versionista, pela autoria de “Nada Mais” (versão de “Lately”, de Stevie Wonder, gravada por Gal Costa) e “Quando Te Vi” (versão de “Till There Was You”, de John Lennon e Paul McCartney, registrada por Beto Guedes). Assinou transcrição para o inglês de sua canção “Nada Será Como Antes” (com Milton Nascimento), que recebeu o título de “Nothing Will Be as It Was”. A música foi gravada por Sarah Vaughan e incluída no disco “Brazilian Romance”.

Em 2002, teve indicação ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Popular Brasileira pela canção “Juventude / Slow Motion Bossa Nova” e o de Melhor Canção Brasileira por “A Voz do Coração”. Além disso, foi chamado para fazer parte da diretoria da União Brasileira de Compositores (UBC), bem como do conselho editorial de “Pauta”, revista especializada, publicada por essa entidade.

Fonte: Cultura Niterói

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